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Um Desejo Difícil de Alcançar

Page history last edited by Inpi 12 years, 2 months ago

 

 

 

 
 

Um Desejo Difícil de Alcançar

 

 

 
 

 

 

 

 


     Há muito, muito tempo, existia uma “centaura” que vivia nos arredores de uma pequena cidade. Essa “Centauroa” chamava-se Jaskara.

     Os seus cabelos eram louros, com madeixas castanhas, compridos e com um ar deslavado, tão deslavado que até brilhavam de sujidade.

     Jaskara era bastante sensível, ao contrário daquilo que aparentava ser, a sua autoestima era bastante baixa, como a das bruxas, pois só metade do seu corpo era humano e por causa dessa situação, ninguém lhe falava.

     Vestia uma camisola de manga curta, velha e rasgada, azul, com um coração rachado; o desenho era encarnado e parecia sair-lhe da camisola. Na cabeça usava um lenço encarnado a fazer de chapéu. O sue corpo de cavalo, castanho e brilhante, estava coberto por uma manta azul e verde.

     Jaskara gostava bastante de coisas românticas, como corações, chocolates recheados, flores e adoraria que alguém lhe fizesse uma serenata.

     Os seus lábios eram grossos e encarnados, sempre com uma expressão sorridente, mesmo na pior das situações.

     A “centaura” era um coração de manteiga, mas tão grande, tão grande que todos os que significavam algo para ela tinham um lugar no seu coração.

     Os seus olhos verdes brilhavam cada vez que comia ou bebia algo e transmitiam tristeza e alegria ao mesmo tempo.

     Jaskara era bastante friorenta, por isso os seus braços estavam sempre com pele de galinha. Gostava muito de ir ver o por do sol, todos os dias, pois dava-lhe um pouco mais de felicidade, era pouca, mas chegava para lhe pôr um sorriso no rosto.

     A sua pele clara parecia ser transparente, era bastante suave, mesmo estando deslavada, e cada vez que tomava banho, era como se estivesse no céu.

     Adorava fruta, principalmente pêssego, pois era amarelão torrado, uma cor calma, mas também muito alegre. Sempre que estava em alturas difíceis, o seu espírito fazia-lhe sentir que não valia a pena desistir, pois algo viria a seguir.

     A “Centaura” era bastante sensível, mas o seu espírito guerreiro era tão forte, que nunca ninguém tinha visto igual, mesmo quando estava metida numa embrulhada, nunca desistia e pensava sempre numa forma de resolver a situação.

     O seu desejo era ser humana por completo, mas para isso tinha que beber uma poção.

     A poção que Jaskara tinha que beber era muito valiosa, pois existia apenas uma em todo o universo. A poção servia para transformar “centauras” em raparigas normais. A poção era verde, porque levava pele de crocodilo mágico, feita no mundo bondoso, que fora destruído há milhares e milhares de anos. A rolha do frasco já estava quase desfeita, porque tinha demasiados anos, já estava cinzenta, mas felizmente, a poção não tinha prazo.

     A sua viagem ia ser perigosa e atribulada, pois antes de chegar ao Mundo Gelado teria que passar pelo Mundo Quente que possuía imensos perigos e armadilhas.

    A sua viagem começou no dia um de Julho.

     Quando chegou ao Mundo Quente, Jaskara viu uma tabuleta a cair de podre, feita de madeira, já um puco queimada e anunciava:

 

 
 

Se é convidado, sabe como atravessar a escadaria, se não o é, não o tente.

 

 

 

 


     Ao lado da tabuleta, erguia-se uma escadaria envolta em chamas e com um ar bastante feroz.

     Logo a seguir a essa escadaria, avistava-se um castelo todo feito de areia queimada e picos de catos secos. No topo da torre mais alta, erguia-se um diamante tão reluzente que parecia não pertencer àquele castelo, de um tom maquiavélico.

     Ao lado do castelo, abria-se um jardim com catos queimados e pretos, e flores de catos cinzentas. Parecia muito natural, mas, ao mesmo tempo, feio, repugnante e muito, muito maldoso.

     O castelo, por dentro, também se apresentava em tons escuros, pois a rainha não gostava de cores vivas, porque lhe traziam pensamentos de felicidade, o que ela não tolerava.

     O resto do Mundo Quente era totalmente negro, pois o sol intenso queimara tudo. A rainha pusera armadilhas em todo o Mundo Quente, com as suas próprias mãos, para se certificar de que nada falhava.

     O Mundo Quente era impossível de atravessar, não se sendo convidado pela rainha. Só um ser metade homem, metade cavalo, nas histórias chamado “Centauro”, conseguiria atravessá-lo, mas um tal ser, segundo a rainha, não existia.

     No final do Mundo Quente, havia uns portões que, quando atravessados, tornavam impossível voltar para trás.

     Ninguém tinha coragem de viver dentro do Mundo Quente. Os únicos seres que lá viviam eram escravos da rainha: seres mágicos ou pessoas normais que tinham tentado passar o Mundo Quente e não conseguiam.

    As casas dos escravos eram subterrâneas e estreitas, pois a rainha teimava em cobrir todas as casinhas com pele macia, que tinha tirado dos camelos mais saudáveis. Mas claramente que queria levar a maior parte da pele de camelo para o castelo.

     Quando chegou ao Mundo Quente, um pouco antes da tabuleta, Jaskara encontrou uma lamparina verde decorada com letras egípcias amarelas e encarnadas.

     Jaskara pegou nela e esfregou-a: de lá saiu um génio. O génio usava roupas nobres e um chapéu único, muito poderoso, que produzia a magia do génio. Usava os cabelos compridos e amarelos. O seu corpo era verde e usava umas argolas, nos dois pulsos, da cor do ouro. Os olhos eram encarnados, com uma expressão engraçada. A cor das suas pestanas contrastava com a dos olhos. A magia do génio era muito perigosa, só ele conseguia controlá-la, a magia do génio era azul, ou seja, boa.

     Jaskara, de imediato, perguntou:

     - Quem és tu?

     O génio, com um sorriso no rosto, exclamou:

     - Sou Cajjuka, o génio da lâmpada, e estou aqui para te auxiliar e acompanhar na tua viagem até ao Mundo Gelado.

     Jaskara, com a ajuda do génio, conseguiu passar a escadaria e a rainha do Mundo Quente viu tudo da janela do castelo e não estava nada satisfeita com a situação.

     A rainha má do Mundo Quente usava os cabelos castanhos-claros e curtos, o que lhe dava um ar severo. A sua tiara de diamantes era demasiado reluzente para a sua expressão séria e amarga.

     Os seus olhos castanhos-escuros quase pretos pareciam deitar raios de raiva sempre que via algo de bom.

     Os seus lábios finos e cobertos de batom preto estavam sempre com uma expressão maldosa e azeda. O seu rosto usava sempre uma expressão arrogante, pois a rainha má do Mundo Quente achava-se superior a todos os que a rodeavam.

     As suas roupas beges serviam para se camuflar na areia, para poder espreitar e ver a miséria dos outros. As suas botas de salto alto até ao joelho, beges, refrescavam-lhe os pés. O seu esbelto vestido comprido rodeava-lhe as pernas perfeitas que, mesmo sendo extraordinariamente bonitas, nunca foram mostradas; o vestido descia-lhe até aos tornozelos e quase nada se via das suas botas.

     O seu bastão decorado com diamantes e revestido de outo servia para fazer desaparecer toda a bondade do Mundo Quente. E as suas sobrancelhas passavam tanto tempo na diagonal que já nem se mexiam daquela posição; mesmo que quisessem, não conseguiam.

     Mesmo sendo a Rainha do Mundo Quente, o seu coração era um autêntico iceberg; era maldoso e arrogante e nunca desejava nada de bom a ninguém. Os seus olhos apenas revelavam fúria e revolta, mas ninguém sabia de auê ou porquê.

     A rainha má saiu da janela e voltou à sua cama com um ar misterioso.

     Durante a viagem, Jaskara começou a sentir um calor intenso e a transpirar imenso; preparando-se para desistir, ouviu a voz do génio dizendo:

     - O que tens, Jaskara, porque transpiras assim?

     Jaskara, ainda um pouco assustada, porque já não se lembrava do génio, respondeu aina a gaguejar:

     - Estou cheia de calor, não consigo continuar, pro favor ajuda-me génio, prometo que compensarei, tenho que aguentar pelo menos até ao Mundo Gelado.

     O génio, com ar misterioso e pensador, colocando a mão no seu queixo, fazendo Jaskara morder o lábio, exclamou:

     - Sim!!!!

     Jaskara, com ar de quem não percebia nada, interroga-o num tom de quem começa a ficar nervosa:

     - Mas ism, o quê? Ajudas ou não ajudas? Responde, vá lá, não tenho muito tempo.

     O génio, interrogando-se como Jaskara ainda não percebera, exclamou:

     - Sim, ajudo!

     E, num instante, ela já estava outra vez bem e a “Centaura “ conseguiu continuar a viagem.

     Jaskara conseguiu passar o Mundo Quente e depois chegou a um portão que dizia “Portões do Mundo Gelado” e “Bem-Vindo”.

     E, de repente, o génio transformou-se numa carta que dizia:

 

 

 
 

Procura a Rainha boa do Mundo gelado, para conseguires alcançar a poção.

 

 

 

 


     A Rainha é estranha, mas muito querida e muito bonita. Ela era fiel, ela podia congelar os maus através do bastão que levava sempre na mão esquerda.

     A Rainha usava quase sempre roupas compridas e de pele, por causa do firo. A Rainha tinha uma coroa com um diamante branco e azul: aí estava a prova de que ela era a verdadeira Rainha.

     O seu cabelo era duro e espigado, porque o cabelo tinha congelado.

     Jaskara entrou no Mundo Gelado um pouco perdida, mas conseguiu chegar ao Castelo e pediu à Rainha a poção. A Rainha deu-lhe a poção com um sorriso no rosto. A “Centaura” bebeu a poção e transformou-se numa rapariga normal, lindíssima.

     Mais tarde conheceu um rapaz, casou, teve três filhos arranjou um emprego e foi bem sucedida: viveu muito feliz na sua esbelta casa.

 

Beatriz  B e M Beatriz, 5ºC

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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